domingo, 24 de abril de 2011

Dica de Espetáculo


Oi, amigos!

Abandonei o blog por um tempo, mas é que eu estava trabalhando muito e sem inspiração para escrever. Mas agora estou de volta e com mil ideias na cabeça!!!

Para reativar as coisas por aqui, vou deixar uma dica cultural: o espetáculo "DNA - somos todos muito iguais". É do Circo Roda, uma junção do pessoal dos Parlapatões e Pia Fraus.

Vale à pena! É muito divertido e com números circenses impressionantes!!!

Está em cartaz no Sesc Pinheiros de 5ª a domingo até dia 15 de maio.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Escuta...

Escuta... eu vou te contar uma coisa. É que não aguento mais segurar isso dentro de mim. Porque eu sou assim mesmo, meio brava, meio mansa. Eu gosto de sorrir e de chorar. Às vezes, mais de chorar. É que o chorar me esvazia. Abre espaço. E eu preciso disso, porque carrego muita coisa comigo. Vai ver é por isso que gosto tanto de bolsas.

Eu não sou de esquecer as coisas. Eu gosto de lembrar. Lembrar até o fim. Porque o raso para mim não vale à pena. Ah, não vale! Eu prefiro um vendaval a uma brisa. Eu gosto da sensação das coisas no ar, da parada e do assentamento.

E dentro de mim acontece tanta coisa! Eu penso e sinto tantas coisas ao mesmo tempo! Acho que é por isso que meu humor varia tanto. E talvez seja por isso que preciso tanto falar: para concretizar um pouco e me ouvir em voz alta. Me ouvir em voz alta faz tanta diferença! E isso, pra mim, é quase como se eu me visse de fora. Ah, como eu queria me ver de fora! Deve ser tão diferente. Tão esclarecedor! Me ver através de olhos alheios é pouco. Eu queria me ver de fora com os meus próprios olhos. Às vezes isso me aflige, mas como não vejo solução, engulo a seco.

Dá para perceber um pouco a complexidade? E sou assim na maior parte do tempo.

Então, o que eu tenho pra te dizer é... que eu sou feliz desse jeito. Esse é o meu jeito e eu me dou muito bem com ele. Eu gosto de todos os altos e baixos que ele me proporciona. É assim que eu me sinto viva. É assim.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

CÉU DE CABECEIRA


Para ressuscitar o blog...
Vou contar uma historinha...

Era uma vez uma menina que queria ser estrela.
Ela queria brilhar bem lá no alto. Ter um brilho só seu.
Todas as noites ela olhava para o céu de sua janela e sonhava com o dia em que chegaria lá.
O tempo foi passando e o seu sonho não se realizava.
A menina foi ficando triste, desanimada...
Até que ela percebeu que tudo aquilo poderia demorar muito e ela não queria ficar esperando.
Então, pediu a seu pai um galão de tinta azul e um pincel.
Fechou-se no quarto e pintou a parede da cabeceira até onde alcançava.
Enquanto tudo secava, ela recortou grandes estrelas de papel alumínio. Colou-as na parede.
Pronto. Agora tinha um céu só seu e podia brilhar quando quisesse.

sábado, 3 de abril de 2010

Momento narciso

Hoje eu estou feliz. E não aconteceu nada de especial.
Eu estou feliz por existir, por ser quem eu sou. Eu gosto de mim.
Gosto de como eu penso. Das minhas convicções. Dos meus sentimentos. Eu gosto de ser assim.
De ser sensível, de ser intensa, de ser chorona e exigente. De ter ideias, de ficar cansada. De comer chocolate sem culpa nenhuma. Eu gosto de estar cada vez mais à vontade dentro de mim. De saber coisas de uma mulher de trinta e conservar a menina que fica louca com vestidinhos rodados e sapato boneca. De brincar comigo mesma dentro da minha cabeça. De tentar acertar. De ser nervosinha de vez em quando. De ouvir Maria Bethânia no repet. De ser criativa, de ter mania de limpeza. De ficar chata na TPM, porque já estou até me acostumando. De ficar lendo e achando o máximo que aquilo tudo que está no livro é só pra mim, que só eu imagino as personagens daquele jeito. De ser atriz, psicóloga e arte-educadora tudo junto ao mesmo tempo agora. De ficar desesperada e depois dar risada do desespero infundado. De assistir House e Friends sem nem piscar. De conversar e rir com o meu marido. E de fazer muitas outras coisas com ele também (rs, rs). De sentir saudades da minha avozinha cabelinhos de algodón. De amar meu pai e minha mãe. De ser grata por ter dois irmãos. De ser faladeira. De ser fechada quando não conheço as pessoas. De ser seletiva e ter paladar refinado. De ser delicada e bonita. De fazer charme. De dar palpite, sim, vários palpites, mesmo que às vezes eles não sejam bons. De criar historinhas nos meus álbuns do orkut. De ser fotografada. De inventar histórias só pra mim. De tentar ajudar. De ficar indignada. De ficar emocionada diante do mar. De ter o nome que eu tenho. De perceber as minhas sinapses e as das crianças. De ter a família e os amigos que tenho. De curtir o meu silêncio. De ser euzinha e mais ninguém.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A caminho

Eu quero assim: bem abraçada com você.
Sair e seguir o vento.
Estar junto.
Pertinho.
Na nossa tranquilidade.
Na nossa quietude.
No nosso ninho.
Estamos a caminho.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ensinamento


Hoje lembrei que a gente não força uma flor a desabrochar. A gente espera e é presenteado com o espetáculo.

Obrigada por me lembrar disso, amiga.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Porção de felicidade


Quando ela abriu os olhos, ele estava lá.
A cama preenchida.
O coração completo.
Sorriu para o teto.
Deixou-se ficar ali sem pensar em nada.
Uma preguicinha morna de fim de tarde.
Tudo tão simples, tão fácil.
Pensou que aquilo era a felicidade.
Assim, sem mais nem menos.
Uma coisa sem alarde, sem esforço.
Uma coisa que preenche os espaços lentamente...
De uma maneira doce e terna.
E teve a certeza de que a felicidade sempre a acompanhava.